A ingestão de líquidos na introdução de alimentos – Maternidade Sem Neura
Alimentação e Nutrição Infantil BLW e Alimentação Complementar

A ingestão de líquidos na introdução de alimentos

Por que oferecer?

Assim que o bebê inicia a alimentação complementar, é recomendado que os líquidos passem a ser oferecidos a ele. Essa recomendação surge porque os alimentos sólidos ou mesmo pastosos, apresentam uma osmolaridade diferente da do leite materno. Mais do que isso, eles impactam diretamente no funcionamento do intestino devido ao seu teor de fibras e a ingestão adequada de líquidos auxiliará na prevenção de dificuldades.

Também tem um motivo que é o de mostrar para o bebê que ele consegue saciar sua sede de outras formas, além do leite materno. Porém, como toda novidade, os bebês podem estranhar o contato com a água. Por isso, não precisamos, em geral, nos preocupar e, principalmente, forçar o bebê a tomar água, porque a maior parte da hidratação será garantida pela amamentação, desde que esta seja mantida em livre demanda.

Quando oferecer?

Como a introdução de alimentos é recomendada a partir do 6o mês, será nesse período que o bebê começará a ter contato com os líquidos. Antes disso, não é indicado porque eles ocuparão espaço no estômago que deverá ser do leite. Também poderá levar ao desmame precoce e favorecer o risco de desenvolvimento de doenças, como diarreias. Todos esses problemas podem levar à desnutrição e outros problemas nutricionais.

O que oferecer?

Quando falamos em líquidos, estamos falando de água. Bebês não precisam de sucos, chás ou, mesmo, água de coco (leia mais sobre os sucos, aqui). A água deve ser oferecida ao longo de todo o dia. É bem interessante que, inclusive, seja oferecida quando você, adulto, for tomar. Essa é uma forma de incentivar o bebê.

Quanto oferecer?

Existe uma recomendação internacional de que bebês de 7 a 12 meses ingiram diariamente 800 mL de líquidos por dia. De 1 a 3 anos, essa quantidade aumenta para 1300 mL. Porém, esses líquidos são compostos pela água, pelo leite e pelos líquidos contidos naturalmente nos alimentos. Assim, é praticamente impossível medir se um bebê tomou essa quantidade.

Mais válido é manter a constante oferta da água, manter a amamentação sob livre demanda (especialmente no período da alimentação complementar, quando são comuns alterações intestinais) e ter uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. Observe também se o bebê está com usina de coloração clara e sem as mucosas ressecadas (boca e nariz).

Como oferecer?

Para terminar, é importante conversarmos sobre como oferecer a água. Os copos mais indicados são os “comuns” (sim… esses mesmos que usamos em casa) ou o 360o. Eles são os que mais respeitam a anatomia de toda a cavidade oral do bebê, além de não oferecerem riscos de desmame.

Mesmo quem não amamenta, eu diria que não faz é uma boa ideia oferecer água em mamadeira ou chuquinhas. Dar outra possibilidade ao bebê para tomar líquidos auxiliará a minimizar os prejuízos de utilizar esses produtos.

O copo de bico rígido também costuma ser recomendado, mas é fundamental o cuidado para que ele não possua válvula. A mãe que amamenta deve ficar atenta com eventuais alterações na pega a partir do uso desse copo. Elas são pouco frequentes, mas existem relatos. Além disso, fonoaudiólogos explicam que o posicionamento da língua necessário para o copo de bico não é o mais adequado para essa fase da vida. Veja as imagens dos copos abaixo.

Copo comum

Copo tipo 360o

 

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